Archive for setembro, 2010

Até As Chamas, Se Apagam

Nossos abraços
Eram mais quentes,
E os beijos,
Eram sinceros.
Eu pedia para tu falar,
Qualquer coisa,
Para que eu ouvisse tua voz,
Os olhares profundos que trocavamos,
Penetravam em minh’alma,
E a cada declaração de amor,
O sentimento intensificava-se.
Mas,
de forma repente,
Os rumos mudaram,
Os abraços,
São de quem não quer mais nada,
Os beijos,
De quem não tem o que perder,
O único barulho, era do silêncio,
Os olhares trazem um sentimento,
Que me lembra insatisfação,
As declarações,
estas se tornaram lembranças,
E já não existem mais.

Não temos tempo a perder !
Estamos juntos,
E eu não sei porque!

Decisão

Já escrevi sobre solidão
Sobre o vazio no meu coração,
Escrevi sobre o amor,
A infância, a felicidade,
Já escrevi sobre coisas banais,
Sobre pessoas,  sobre momentos,
Mas sempre que escrevi,
Eu só queria descrever sentimentos,
Os quais não consigo expressar,
E quem está ao meu lado…
estes são incapazes de enxergar.

Hoje,
Já não escrevo como antes,
É indescritível,
As coisas mudaram,
As coisas sempre estão a mudar.
Hoje,
Só queria alguém pra abraçar,
Alguém para compartilhar as lágrimas,
Para me fazer carinho,
E que não me fizesse sentir sozinho.

Para escrever
É preciso haver vida,
Daqui uns instantes
Nunca mais escreverei,
Pois hoje, estou decidido!
Se essa lâmina em minha mão,
Não é o bem que eu preciso,
Ela pode acabar com o mal,
E então,
Não precisarei de mais nada,
De mais ninguém,
E tudo isso,
Foi culpa tua,
Fraqueza minha.

Promessas

Prometo não sofrer por amor,
Prometo não sentir no coração dor,
Não guardar mágoas,
Não magoar,
Não mentir,
Não me declarar,
Prometo não rir,
Muito menos chorar,
E nunca me calar por alguém!

Prometo que não vou procurar-lhe,
Prometo que se amar,
nunca demonstrarei,
Pensar em você jamais irei,
Eu prometo!

E acima de qualquer outra coisa,
Prometo que não farei falsas promessas,
Não fazer promessas.

O Amargo Sabor Da Vida

Um momento não vivido,
Uma palavra não pronunciada,
Amor não corrêspondido,
Amizades perdidas,
Infância mal aproveitada ,
Responsabilidades á pesar,
Sentimentos incompreendidos,
Sonhos não realizados,
Pessoas esquecidas,
Perdas irreparáveis,
Desconforto da solidão,
A falta de coragem,
A frase que não queria ouvir,
A mente confundida,
Olhar a procurar,
medo de amar,
Decisões precipitadas,
Depressão que toma conta,
Reticências;
Reticências;
Reticências;
Jamais vou conseguir citar,
ao menos chegar perto de lembrar,
tudo o que defino,
intítulo como:
‘O amargo sabor da vida’,
ao qual todos irão provar.

É assim…

Procuro alguém pra culpar,

Queria ter o que falar,

Algum motivo,

Uma razão,

Da minha falta de vontade de viver,

O meu erro de amar,

Sem saber se deveria,

Deixei as coisas sairem do meu controle,

Buscaram rumos diferentes, dos pretendidos,

Hoje quero estar só,

Com você talvez,

Mas já desisti,

Desisti de buscar amigos,

De resistir ao amor,

De fazer planos e não cumpri-los.

Agora deixo,

As coisas acontecem naturalmente,

Não escondo o que quero,

Peço Desculpas por te amar,

Eu não deveria,

Eu não queria,

Procuro saber,

O que você fez pra mim lhe escolher?

Mas, quando você diz que faço-te bem,

Conforto, Consolo, trago confiança,

Me faz querer ser mais presente,

Te deixa mais forte aqui,

No meu coração,

Não encontrei saída,

Se não,

Assumir,

Me entregar,

Ao que possa ser meu maior erro.

Pode ser também, ou não, um bem pra mim.

E o que te dói,

É o medo de me decepcionar,

De dizer,

Dizer que não é comigo que sonha,

Que estou confundindo as coisas,

E mudar tudo entre nós,

Mas não,

Nada mudará,

Não fique a se lamentar,

Pois nem presente sou á sua vida,

Só não se apegue ao banal,

Não deixe que lhe façam mal…

Eu  não apenas podia ficar aqui,

Guardando tudo,

Sozinho,Sem saber o que poderia dizer.

Me Enganei.

{tá repetitivo demais, em relação ao de cima..}

Quando você disse que me amava,
Quando despertou em mim sentimentos,
Fez-me crer que poderia amar alguém também,
Quando me deu apoio,
Se fez a pessoa mais perfeita,
Dizia encontrar em mim conforto, confiança,  amor…
Sem saber, iludia-me,
Não havia um momento em que não estivesse há lhe imaginar,
E o tempo passava esperando você chegar.
Foi então,
Quem em um momento inocente,
Que usou uma palavra,
A qual não queria ouvir…
Era uma declaração,  declaração de amizade,
E o coração parou,
Era como se desistisse do que restava,
Mas,
Não seria assim,
Conquistaria-á,
Embora tenha medo, de nem a amizade ter,
De perde-lá para sempre,
É o risco que se tinha (se tem)
A correr…

[sem fim]