Archive for janeiro, 2011

Esboço De Uma Talvez Paixão

Eu vi o sol raiar
Passei a noite esperando,
Querendo ao menos poder te olhar,
Desejando,
O que eu jamais irei ganhar,
Buscando respostas
Questionando com raiva,
Tudo que envolve esse mundo meu,
Enquanto todos enxergam apenas o brilho
Eu olho muito além dele,
Enquanto todos pensam no prazer
Eu quero somente lhe fazer sentir bem,
Mas esses tantos inquietos,
Inromânticos,
Não sabem, não possuem,
A menor das visões que se pode ter,
O melhor ângulo de te ver.
Talvez, além dos fatores explícitos,
Eu tenha mais este erro, de ir de frente com o que eu acho,
Com o que EU quero,
Com o que eu sei que provavelmente me faça mal,
Além disso,
Quem sou eu?
Talvez o simples e indiferente que ninguém queira,
Talvez o despresível e beira do precipício,
Mas estou aprendendo,
Não como eu quero.

Como eu consigo ter ciúmes de alguém,
Que conheço tão pouco
Mas quero descobrir ao máximo?

O coração é tolo,
E os românticos sofrem,
O homem é a mascára da tentativa da infragilidade,
Tu,
Tu é um furacão de sentimentos,
No qual me perdi,
É a insegurança,
Que eu não sei se vivi,
É a brisa suave,
Que me toca a face,
Na verdade,
Tu é o indefinível,
O insubstituível
Que alguns tentam evitar,
Do qual falam de um jeito, que eu nem consigo sequer imaginar.
Enfim,
Você é perfeita,
Depende apenas do ponto de vista de como temos essa perfeição,
De como aceitamos.

Só não quero comprometer-me com palavras,
Muito menos que você se afaste de mim,
Pois com você até o fim seria pouco,
Deixe-me voltar a minha realidade,
A minha mente e ao meu mundo louco.

O Mundo, O Meu Mundo.

Naquele dia,
Os pássaros cessaram os cantos,
Naquele dia,
As ruas permaneceram desertas,
Naquele dia,
O sol escondeu-se,
Os corações, o meu coração entristeceu-se,
A solidão tomou conta de todos,
O choro da guitarra
Penetrava em cada alma,
Naquele dia,
As pessoas pareciam frias,
Os espíritos pareciam mortos,
E Deus parecia ter virado as costas,
Naquele dia, não havia vida,
As lágrimas escorriam por dentro do peito,
A infelicidade se fazia dominante.

Naquele dia,
Todos acordaram no mundo,
Em meu  mundo.

Onde Foram Parar Os Românticos ?

Observo,
As poucas estrelas dos céus,
O lindo luar,
Lembro das rosas que simbolizavam o amor,
E da singela caixa de chocolates,
Lembro de quando ainda escreviam versos,
De quando os beijos eram sinceros,
Dos jantares sob luz de velas
Com um vinho envelhecido,
Dos olhares penetrantes,
Do pôr do sol ainda vivo
E o nascer irradiante,
Dos pequenos detalhes,
Aquece-lá em meio ao frio,
Caminhar de mãos dadas,
E toca-lá levemente a face
Em tempos que os pássaros cantam a alegria.

Mas os tempos mudaram,
E hoje me pergunto:
“Onde foram parar os românticos?”.

Um Dia De Chuva.

A chuva caí,
As pessoas somem,
O dia logo vai amanhecer
E eu vou saber qual será o meu destino,
Um menino infeliz,
Um homem forte,
Um velho amargurado.

Será que um dia realizarei algum sonho?
Constituir uma família,
Amar e fazer uma mulher feliz,
Viver inteiramente.

Os versos intuítivos dizem,
Dizem que eu ao menos lutei para conquistar algo,
Que eu nunca fui digno de ser salvo
De toda a destreza do mundo, da vida.

Talvez eu não precise acordar amanhã,
Talvez quando amanhecer eu não esteja aqui,
Atitude de derrotado?
Não,
Pois mortos não são derrotados,
E á muito estou morto,
Cansado,
Limitado.

Ergo os olhos para os céus,
Procuro algo que contesto,
Algo que dúvido.
Então,
Viro os olhos para mim,
Olho meu coração.
Minha mente,
Minha alma, e espiríto,
Nunca me vi tão sozinho,
Tão sem ter o que fazer.

Eu só queria fugir,
Parar de me omitir,
De mentir para eu mesmo,
Ter asas,
Ir embora voando,
Observando.

Só o tempo,
O maldito e supremo tempo,
Pode dizer,
pode fazer,
Pode mostrar
O que é,
O que será.

Eu já mudei muito,
Ouvi muito
E também cresci.

E todos meus planos para um futuro próximo,
Foram em vão,
Jogados ao chão,
Não tenho mais o que fazer,
Pra onde ir,
Quem procurar,
Nem o que dizer.