Archive for fevereiro, 2011

Por Que Minhas Paixões Só Duram Uma Noite ?

Não consigo entender,
Complexidade demais talvez,
Não acho explicação,
Razão, coesão.
Acho que erro em ser diferente,
Em tentar ser,
Pois ao final de cada noite
Fui só mais um,
Me sinto apenas mais um.

Não sei se deveria descrever,
Descrever o que sinto,
O que vejo,
O que penso
Embora isso independe,
Sentir, ver e pensar continuarei,
E guarda é difícil.

Ao acordar, o fim de minha alegria,
ao sonhar, a ilusão que eu quero
[Queria],
E ao refletir, Uma confusão
Que antes bem me fazia,
Me comparo a um brinquedo,
Ou,  à um cigarro quando chega ao fim,
Jogado ao chão,
Com as cinzas esfriando,
Sem utilidade alguma,
Apenas tragado a cada beijo
De quem precisava,
De quem o tinha.

Mas ainda não entendo,
Por que minhas paixões só duram uma noite?
Eu ajo errado?
Me calo nos momentos errados?
Já não importa,
Pois parece que o cigarro apagou,
E no maço dela restam outros vários,
Que se contentam,
Contentam em ser cigarros.

Uma Noite Qualquer Especial

Existem momentos ao qual queriamos eternizar,
E sentimentos, para sempre durar,
Existem inexplicáveis,
Atitudes inevitáveis.

Na mente existe uma confusão,
Que consolida alguém para você.

Existe o tempo irrevogável,
Existem vidas em questão
E tudo o que exista
Talvez não me importe mais.

Em uma noite,
Na qual algo em mim mudou,
Onde o luar nos iluminou,
Na qual penso,
e não esqueço,
Noites que durmo,
E só me fazem sonhar.

Aos poucos
Os versos vem,
Eu digo amém
(Assim seja)
Pois nem tudo que se deseja,
Há de se ter,
nem tudo que talvez exista
Há de existir

[…]

A Árvore

Todo mundo já esperou nascer um fruto,
De uma árvore que não haveria de nascer.
Todo mundo esperou uma mudança,
Que haveria de não acontecer.
Todo mundo já sonhou com um futuro,
Ao qual não iria ter.
Mesmo assim,
Regou a árvore com amor,
Insistiu em depositar o que tinha a oferecer,
Mas ao final decepcionou-se,
Culpou a árvore de ser incapaz,
Sem ao menos saber
Que ela nada poderia dar.

E me pergunto todos os dias,
Quem é o culpado disso tudo?
Eu que reguei-a sem ao menos descobri-lá,
Ou ela, a arvore, Que nem esboçou a mim suas condições?

Pois bem,
Sei que independente do frutos que ela tivesse a me oferecer,
Ainda haveria sua sombra para me esconder,
E que se ela me dará uma sombra,
Foi por que eu ajudei-a,
Pois eu a amo,
E ela é a minha árvore.

Apenas Alguns Versos

Não,
Não sei achar uma maneira
De te conquistar mais que uma noite inteira,
Quem sabe eu deva me entregar,
Dedilhar uma música que conte o que é te amar,
Dar um beijo,
Tragar desejo.

Mas quando tu partir,
Uma surpresa ei de te dar,
Aperecer peranti a ti, sem ao menos avisar.
O teu sorriso eu admiro,
O teu olhar talvez eu queira,
Tua presença fez-me bem,
O teu toque me acalma.

Quantas semanas dormindo mal,
Tentando descrever,
Descrever o indescritível,
E quantas noites sentado,
Cevada na mão,
Apenas olhando para o vazio,
Esperando surgir alguém daquela esquina,
Esperando surgir você.

Minha mente de menino,
Meus versos pobres,
A inocência que em mim tu vê,
Mas não há,
É o que me torna atrativo.

É só isso,
Mais uma noite olhando para o céu,
Que hoje não tem luar,
Nem o brilho das estrelas,
Mas tem você,
Tem você em mim a me inspirar.

23 Horas Do Dia Sete

Hoje minha noite acabou às 20 horas,
Minha alegria se foi com a escuridão,
Meu sono tornou-se preocupação,
E minha vontade virou-se contra mim,
Agora só quero sumir, deixar de existir.

Eu somente sou mais um,
Igual a todos,
Indiferente para todos.
Um sensível incontido,
Com os mais pequenos gestos
Que podem não significar nada,
Que me fazem sentir um nada.

Sou quem se apega muito rápido,
Quem se apega demasiadamente,
Sou usado e descartado,
Sou carente,
Mas não tente conquistar-me por isso.

Apenas deposito confiança onde talvez não deveria,
Apenas nunca tive alguém que me queria
Alegando ver em mim certa graça.

Não sei o que fiz, o que falei,
Se te decepcionei de alguma forma.
Talvez seja simples,
Talvez seja o que tu me disse na noite passada.

Meu dia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sol entra pela janela
A luz toca minha face,
Então percebo,
É mais um dia pelo qual vou vagar,
É mais um dia sem sentido pra mim,
É mais um dia, infelizmente,
Porém, é menos um dia também,

Levanto,
Procuro o que fazer,
Me visto com qualquer coisa.
Paro diante do espelho,
Aquele reflexo é meu,
Aqueles olhos que mentem são meus.

Vou para as ruas,
Agora procurando aonde ir,
Procurando alguém que eu possa ouvir.

Depois de horas esperando alguém chegar,
Esperando meu coração voltar à vida,
Resolvo trocar desilusão por cerveja,
Trocar o silêncio pela momentânea alegria,
Ter atitudes que eu não deveria.

Depois de tudo isso volto para casa,
Pois sei,
Que toda noite irei morrer,
Que toda noite irei nascer,
E por fim,
O sol voltará para trazer-me mais um pouco de angústia,
Mais um dia vazio, frio,
Morto.