Archive for abril, 2012

Andei, corri, caminhei.

Rumo a um futuro desconhecido,
Sem fé
Pensei estar tudo perdido.

Meu mundo perfeito se quebrou,
Confuso tive de achar a saída
Então,
Transformei em força toda a desilusão
Busquei seguir um traço
Só não sei ao certo em que direção.

Renovei-me,
Mas nem tudo mudou
Aqui estou com meu peito doente
Não sei amar, não entendo a razão ou os sentimentos
Incoerente,
Contentei-me em até agora estar descontente,
Passei a amar a vida
Selecionar a minha gente
Enquanto cicatrizam as minhas feridas.

Hoje olho
Mesmo luar que mudou meu espírito
Positividade, amor e algo mais
Sonho constante
Não, não deixei-a para trás.

Irônia que a vida esfrega-me a face
Logo eu, jamais imaginei tamanho contraste.

Acresço a experiência dos dias negros
Pois foram nestes que encontrei em mim o homem que sou,
Enquanto lágrimas salgavam meu rosto
Em noite que meus olhos abertos permaneciam
Ao relento da solidão perturbado e perdido
Sem paz, aos poucos morria.

Ando, corro, caminho
Louco, porém sonhador
Rouco, por berrar em silêncio
Como quem emancipa seu próprio esplendor.

Dê Um Titulo, pois eu já não consigo mais..

Não traço planos
Vivo a cada dia sem querer saber
Amo a cada instante sem tentar me entender,
E continuo
Com olhar fixo no além
Com boca calada, observando quem é quem,
volto a ser eu.

Erros, quem nunca os quis esquecer ?
Momentos que já não fazem bem
Memórias que torturam e doem sem sangrar,
É o preço que se paga por viver,
Que se paga por amar.

Estático, cansei de não lutar
Sozinho chorei
Noites em claro passei
E meu deus provou não existir
Ao menos não para mim,
E em minhas crenças pus um fim.

Já não tento corrigir o passado
E nem manter metas pro futuro,
Independente do rumo que tome eu
Mantenho-me seguro.

Beijos, abraços, carícias
Não os procuro em mais ninguém,
Sentimentos
Não passam de satisfação dos momentos

Novamente bebo, acendo um cigarro
E sem um final coerente
Sento-me a assistir as nuvens,
Pois amanhã,
Amanhã começo a morrer novamente.