Archive for maio, 2013

Passei a noite tentando definir ele

Ele é o clássico ultrapassado
O antigo que veio a ser adaptado
É homem comum, e ao mesmo tempo iluminado.

Liberdade é tua palavra favorita
E nada o liberta como a escrita
Caminha pelas ruas á sorrir – outrora caótico,
Não tem como o definir.

Ele parece um grande vazio
Ao mesmo tempo aquele rio
Que transborda, mas divide
Que transforma, mas não vive.

A intensidade de um sentimento em vão
O olhar perdido, que ofusca, mas não tem brilho,
De quem busca, e sempre segue sozinho.

Eloquente, inconsequente
Dono de sua própria verdade.

– Do que adianta viver senão por pensar e agir por si mesmo em busca da satisfação, felicidade?

Bêbado, drogado
Poeta das madrugadas profundas, dos sentimentos intensos
Daquele mar de silêncio – Interrompido toda vez ao tossir-.

Teu corpo quente não sente o vento gelado que antecede o nascer do sol,
É inverno, mas o calor de tua mente faz-se um inferno – Outra coisa que lhe aquece são beijos que se iniciam em abraços e olhares, pensamentos e trazem o momento, que denuncia a entrega a se emancipar, faz querer crescer, querer mudar-.

E afinal, quem somos todos nós, ou, o que viemos a ser?

Se a vida lhe serve uma dose, beba a garrafa inteira
Faça da sua maneira,
No mundo real não habita a felicidade
Por isso foge, deve ser ingenuidade.
Entre voos e mergulhos
Sonhos e frustações,
Ele, em cada detalhe se mata aos poucos, pois pensa
Cada minuto a passar, a cada passo,
O piscar de olhos me deixa mais perto da morte,
-Desde quando nascemos só se tem essa certeza-
E todos nos matamos a cada dia, o que faz-me diferente
é a maneira como faço isso.

Lavem suas almas
Pureza não significa sanidade
Pois para ser puro tem de ser tu mesmo,
Para ser puro tem que deitar a cabeça em paz sob o travesseiro
Embriagado de sono, dormir.

Mais um trago debaixo do chuveiro
Água queimando a pele
Mão direita deslizando os cabelos,
Mais um pensamento.

Atordoado segue, atordoado vive
Tudo se consome em chamas
Ás vezes ele faz-se água
Pedra de gelo,
O mais sensível dos homens
O que se entrega com sangue aos versos
Ao próprio eu, a si mesmo.

– Afasta de ti o que não lhe soa verdadeiro, afasta de ti a hipocrisia e a cegueira, vivendo á margem da sociedade maligna, para que possas se alimentar de algo que lhe faça querer viver, não de algo que a grite em sua alma enquanto engole.