Archive for agosto, 2014

Hoje a poesia não está em mim

Hoje a poesia não está em mim.
Todo poema meu merece o lixo,
todos os versos não tem fim…
A noite está sem graça,
nada fica, nada passa…
só a abstinência daquele alguém aqui.
Não precisa ser aqui.
Que seja na sua casa, num banco de praça,
mas não só na minha mente,
tanto faz o lugar, desde que faça
acontecer…

Hoje a poesia não está em mim.
Deve estar perdida lá nos copos de cachaça,
afogando as mágoas do que não viveu,
enxugando as lágrimas
do que tinha se perdido e pra ela apareceu.

Hoje a poesia não está em mim,
pois ela é como ilusão
e faz alusão do que guardo no peito,
fechado no quarto, deitado no leito
remoendo, farto de só ter pensado…

Hoje, a poesia, quis fugir de mim.
Meu desejo é nato,
eu não tenho papo,
e fico encarando os olhos dela
nessa imagem estática,
implorando por um abraço
ou algo assim..

Um filme, ou um livro…
Estou precisando me ocupar.
Uma boa conversa, tomar um pouco de ar.
Será que eu saberia o que falar?

Uns passos, o céu estrelado,
eu saberia o que falar?
Não…

Ah, estou vazio hoje,
mas não suscetível ao que chegar.
Estou vazio hoje,
só tem uma coisa que consigo pensar…

Um toque, um abraço.
Será que devo parar de sonhar?

Enfoque, manter a calma e não se auto precipitar.
A paixão afoba,
se torna ridículo o modo de agir quando deixo ela dominar…

Sorte ou mérito
de quem consegue mediar.

Morte ao pretérito,
aquele inquérito não para de ecoar…

O mundo contemporâneo não aceita o individuo estático.
A sociedade está inquieta, ela quer sempre mais;
é bom você estar em movimento
pra não ficar pra trás.
Recicle os pensamentos,
dê valor ao teu saber.
Saia do negrume,
deixe sua mente amanhecer!
Se liberte!
Seus vícios emancipam sua preguiça,
não seja escravo, vítima da sua própria armadilha.
Mas não é só querer mudar,
sem atitudes, continua a respirar o mesmo ar…
é como estar num barco, querer chegar a praia
e nem remar…

Eu não dormi essa noite,
fiquei pensando em você.
Tanta coisa mudou nos últimos meses,
se eu te disser, vai entender…

Dentro de mim fiz novos planos,
minha consciência excitei…
a vontade de potência voltou
e o que me arruinava.. desapeguei.

A febre veio me visitar.
Se eu deitar não durmo,
ela me agarra, esquenta e tira o ar…

Se eu tossir
dói tudo.
Se a luz me bate aos olhos,
começam a queimar.

O barulho da televisão me irrita,
ficar deitado nesse quarto…
Vou sair, caminhar sendo tocado pela brisa.
Quero ouvir grilos a cantar,
quero muito mais, não deixarei de buscar..

Vou me recolher
dentro de mim – O silêncio dá espaço pro pensar.
Vou dar paz,
não sei se quer ouvir, melhor eu me aquietar…

Palavras em conjunto podem ser tão bonitas,
mas são só palavras quando não vividas.

Vivemos em tempos de crise
em todos aspectos, de todos os lados,
e não estamos nem um pouco preparados…
é tanta coisa acontecendo,
desapegar ou tentar mudar os fatos?

Estado elitista,
onde esse lento suicídio é chamado de vida,
onde dizem ser a voz do povo,
mas essa voz já foi esquecida.

Falência geral,
má gestão,
desvalorização do profissional,
sucateamento da educação…
Tudo que é público em depressão,
afinal, mais fácil, ao invés de em estrutura,
investir em marketing na televisão.
Dizem que até ouve uma discussão pra aumentar uns salários,
licitar alguma construção,
mas saiu mais barato ‘abrir o armário’,
munir a PM pra desarmar os argumentos dos professores, alunos – Cidadãos.

[continua…]

Mais uma sem final..

Ah,
se você soubesse quanto fico a olhar
tuas fotos distantes de mim,
e como eu mudei meu modo de pensar
pra tentar reverter o que me trouxe aqui.

Será que tem jeito do nosso caminho cruzar?
Vou persistir, insistir em não deixar ter fim
o que em mim começou…

Tantos filmes na mente, tanto tempo passou,
tantas decisões incoerentes,
o jeito errado de anestesiar uma dor..

Está mt pobre o conteúdo e a escrita, mas postei pra editar depois [não tinha onde salvar]

Gosto de falar contigo
mesmo sem saber o que dizer,
escrevo alguma coisa
só para tu me ler…
Queria entender o porque
minha mente trava diante de você.
Mesmo assim,
acho que faço pelos segundos de atenção,
por saber que, mesmo estreita, é uma forma de conexão…